Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

"No teu deserto", Miguel Sousa Tavares

 

"... tinha 36 anos, e lembro-me por isso mesmo, porque foi o ano da minha vida em que me senti mais novo. Nem aos 25, nem aos 21, nem aos 18. Foi aos 36 anos de idade que eu me senti eternamente jovem, quase imortal ou, mais arrepiante ainda, indiferente à própria ideia de morte."

 

"Tudo em ti, não apenas os teus absurdos 21 anos: a própria maneira um pouco estouvada de caminhares, como se ainda não tivesses aprendido bem a andar, a maneira de parares, virar a cabeça e sorrir por cima do ombro, os teus ares de menina pequenina que precisa de ser embalada e que alternavas com vãs tentativas de parecer mulher adulta e sábia."

 

"Quando se zangava, a Cláudia não discutia nem levantava a voz, nem sequer respondia. Fechava a cara com um ar triste e desaparecia. (..) Quando voltava, sorria outra vez e eu estava desarmado."

 

"Era impossível resistir ... ao riso da Cláudia: era infantil, cristalino, nada ainda o tinha desgastado. Cabia lá dentro toda a ilusão do mundo."

 

"A voz era musical e segura, ao contrário dela que parecia ainda não mais do que uma miúda. Mas não era infantil, longe disso: tinha, sim, trejeitos de criança, que, conforme o meu humor, ora a tornavam insuportável, ora irresistível. Juntava em si essa fabulosa combinação entre uma mulher sensual e uma criança desprotegida - a Marilyn que todos os homens desejam poder proteger um dia.

Ah, e falta dizer o mais importante: era generosa, aventureira, inconstante, doce de alma e de voz."

 

"A Cláudia sempre gostou de desaparecer, mas isso não significava, de modo algum, que as coisas lhe fossem indiferentes."


publicado por Strelitzia5 às 18:50
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Já era tempo de toda a gente fazer um! :P

 


publicado por Strelitzia5 às 19:03
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"Ele não está assim tão interessado." (Lições de Vida para as Mulheres)

  

 

 

 

 

 Há uns anitos li o livro (uma autêntica bíblia!). Infelizmente, aquilo que li em mais pequena, não me impediu de vir a cometer e voltar a cometer alguns e os mesmos erros. Somos todas espertas, mas... quando a flecha nos atinge, parece que a miopia atinge o limite. Ainda hoje volto a ler o livro, para reler as mensagens e as dicas, a ver se se a coisa entra na mioleira! O problema é que acreditamos sempre que podemos ser a excepção, que desta vez pode ser diferente, mesmo que todos os sinais nos indiquem o contrário. Há qualquer coisa nunca antes vista que nos engana sempre, mas "when it´s for real", nunca perdemos mais que 1 segundo a duvidar de todas as pequenas coisinhas, nem precisamos de fechar os olhos a nada, tudo baterá certo. Nalgumas coisas, o livro até pode ser radical e extremista, porque as pessoas são todas diferentes e cada um tem os seus objectivos pessoais e interesses. Mas no que toca a algo tão universal e tão ancestral, como o amor, há coisas que nunca mudam, e no livro há pelo menos uma base essencial de pura verdade.

A orientação do livro é a seguinte:

 

"Ele não estará interessado em si se...":

 

1. Não a convidar para sair.

2. Não lhe telefonar.

3. Não namorar consigo.

4. Não quiser ir para a cama consigo.

5. for para a cama com outra pessoa.

6. só quiser estar consigo quando está bêbedo.

7. Não quiser casar consigo.

8. Acabar consigo.

9. Desaparecer.

10. For casado. (ou outras variantes disparatadas de estar indisponível)

11. For um parvalhão egoísta, um mandão ou um anormal de todo o tamanho.

 

Estes são os "mandamentos". Depois pelo livro estão relatos reais de situações da vida de várias mulheres. Aos seus dilemas respondem os autores do livro Greg Behrendt e Liz Tuccillo, trazendo-as de novo à realidade e mostrando-lhes a verdade nua e crua: ele não está interessado e it´s time to move on.

sinto-me: sábia e vivida :P
música: Dream On, Girl - Rita Redshoes

publicado por Strelitzia5 às 18:14
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

:) *

 

http://izismile.com/2009/06/11/partly_cloudy_the_last_short_movie_from_pixar_13_4_mb.html

 

Curta metragem da Pixar, com o filme Up.

 

 


publicado por Strelitzia5 às 22:29
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Domingo, 16 de Agosto de 2009

Debate sobre o Amor (Para as Mulheres!)

 

O amor é suficiente para uma relação resultar?

 

MRP: Não. Pelo contrário. O amor assusta. Muitas vezes atrapalha, os homens ficam cheios de medo, sentem-se vulneráveis.

 

Os opostos atraem-se?

 

CCA: Não. Pode funcionar na física, mas não no amor. O que separa as pessoas e causa conflitos nas relações é aquilo que os afasta. O que os une é o mesmo modo de olhar para a vida.

 

Existe alma gémea?

 

CCA: A nossa alma gémea é aquela que é compatível connosco e que aparece num momento em que há particular abertura. Temos mais do que uma alma gémea, sem dúvida nenhuma.

 

MRP: Existe. Existe, mas dá um trabalhão a encontrar, a cativar e a manter. Ao princípio, o choque e a alegria são tão grandes que as pessoas ficam cheias de medo. O mais comum é fugirmos da nossa alma gémea, por puro medo. Os homens raramente escolhem ficar com a alma gémea. A relação com ela mostra-te tal qual como é, e ninguém quer ver isso. A alma gémea não é aquilo que nós queremos, mas aquilo que nós somos. E, sim, só há uma. Mas não é suposto ficar com a sua alma gémea, é suposto ficar com alguém com quem se dê bem, que a faz feliz e que a complementa.

 

Os homens são todos iguais?

 

MRP: Não são: há quatro tipos de homem. O sacana profundamente atraente, o doméstico profundamente chato, o sacana que finge que é boa pessoa, e o que não tem a mania de nada, que é o melhor de todos. E não, não está sempre casado. Temos é de o encontrar na idade certa: aos 30. Não se pode levar a sério um homem antes dos 30. Até aos 25 sofrem o primeiro desgosto de amor. Entre os 25 e os 30 percebem o grande poder que têm e ficam entre tornar-se um homem normal ou um sacana, e aos 30 escolhem. E ainda há o eterno indeciso, o gajo mais chato do mundo. É o menino da mamã que nunca cortou o cordão umbilical e quer casar-se com uma rapariga igual à mãe, mas quando ela aparece, fica tão apavorado que não se casa. Está sempre à espera que a vida o leve.

 

Só conseguimos ser felizes com outra pessoa?

 

CCA: Claro que o ideal seria termos tudo: pais, parceiros, filhos, amigos. Mas se não tivermos marido ou namorado, há outras relações na nossa vida que nos podem dar a afectividade que nos falta, como os amigos.

 

MRP: Sem dúvida. Lamento mas essa coisa de mulheres sozinhas e independentes é tanga. A necessidade de uma relação está nas nossas entranhas, está no nosso ADN. Claro que uma mulher independente e inteligente, que chega aos 60 e não encontrou a pessoa certa, pode viver muito feliz, mas não aos 30 nem aos 40. E as que dizem que são, apaixonam-se de caixão à cova de um dia para o outro.

 

Fonte: Revista ACTIVA, Junho 2009.


publicado por Strelitzia5 às 22:06
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

Não sei.

 

(...)

 

Mas, conquanto não pode haver desgosto

Onde esperança falta, lá me esconde

Amor um mal, que mata e não se vê.

 

Que dias há que na alma me tem posto

Um não sei quê, que nasce não sei onde,

Vem não sei como e dói não sei porquê.

 

Camões, um soneto.

sinto-me: tu sabes?

publicado por Strelitzia5 às 19:15
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Será?

   "O destino conduz o que consente e arrasta o que resiste."

Séneca.

sinto-me: gente sábia...

publicado por Strelitzia5 às 20:11
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Super Recomendável

 

Adorei este livro. Agarrou-me da 1ª à última página. Eu bem que tento ler coisas intelectuais e para o esquisito, mas nada melhor que a simplicidade de um livro que versa sobre a complexidade das vidas humanas. Fiquei cativada para ler a restante obra da autora italiana Sveva Casati Modignani.

 

Aqui ficam algumas expressões que me tocaram:

 

"Ela era a mulher que sempre procurara: verdadeira, deliciosamente complicada, substancialmente natural. Sabia ser uma amante apaixonada e uma amiga alegre. Era impulsiva, sonhadora, mas sabia enfrentar a realidade com determinação. Em suma, era perfeita..."

 

" - Se não voltou a casar, foi porque tu não o deixaste livre. És teimosa como uma mula. Mas não tens coragem de escolher. De que é que estás à espera? Que o destino escolha por ti? Isso até é possível. Mas lembra-te de que, enquanto te entreténs com as tuas interrogações, há alguém que sofre."

 

"Ela não o tinha deixado livre para ele se afastar."

 

E nem há uns minutos atrás descobri que fizeram filme do livro!! Que fixe! E é filme italiano, pelo que ainda oiço aquela língua e pronúncia lindíssima! Ehehe

 

sinto-me: La vita è bella! (às vezes...)

publicado por Strelitzia5 às 19:56
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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Ah! Já percebi!

 

Cena de diálogo entre as personagens Annie e Liam, no episódio 23, da 1ª temporada da série "90210":

 

Liam: "Oh yeah, so what's your theory?"

 

Annie: Well... A- You´re just not that into her and you're not man enough to be honest about it. ... Or, B- You actually do like her, but you're not man enough to handle it!!

 

Liam: "Ah... And to what conclusion have you come to?"

 

Annie: "Basically? You're not much of a man!..."

 

 

 

sinto-me: Fez-se luz!

publicado por Strelitzia5 às 20:05
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