Domingo, 16 de Agosto de 2009

Debate sobre o Amor (Para as Mulheres!)

 

O amor é suficiente para uma relação resultar?

 

MRP: Não. Pelo contrário. O amor assusta. Muitas vezes atrapalha, os homens ficam cheios de medo, sentem-se vulneráveis.

 

Os opostos atraem-se?

 

CCA: Não. Pode funcionar na física, mas não no amor. O que separa as pessoas e causa conflitos nas relações é aquilo que os afasta. O que os une é o mesmo modo de olhar para a vida.

 

Existe alma gémea?

 

CCA: A nossa alma gémea é aquela que é compatível connosco e que aparece num momento em que há particular abertura. Temos mais do que uma alma gémea, sem dúvida nenhuma.

 

MRP: Existe. Existe, mas dá um trabalhão a encontrar, a cativar e a manter. Ao princípio, o choque e a alegria são tão grandes que as pessoas ficam cheias de medo. O mais comum é fugirmos da nossa alma gémea, por puro medo. Os homens raramente escolhem ficar com a alma gémea. A relação com ela mostra-te tal qual como é, e ninguém quer ver isso. A alma gémea não é aquilo que nós queremos, mas aquilo que nós somos. E, sim, só há uma. Mas não é suposto ficar com a sua alma gémea, é suposto ficar com alguém com quem se dê bem, que a faz feliz e que a complementa.

 

Os homens são todos iguais?

 

MRP: Não são: há quatro tipos de homem. O sacana profundamente atraente, o doméstico profundamente chato, o sacana que finge que é boa pessoa, e o que não tem a mania de nada, que é o melhor de todos. E não, não está sempre casado. Temos é de o encontrar na idade certa: aos 30. Não se pode levar a sério um homem antes dos 30. Até aos 25 sofrem o primeiro desgosto de amor. Entre os 25 e os 30 percebem o grande poder que têm e ficam entre tornar-se um homem normal ou um sacana, e aos 30 escolhem. E ainda há o eterno indeciso, o gajo mais chato do mundo. É o menino da mamã que nunca cortou o cordão umbilical e quer casar-se com uma rapariga igual à mãe, mas quando ela aparece, fica tão apavorado que não se casa. Está sempre à espera que a vida o leve.

 

Só conseguimos ser felizes com outra pessoa?

 

CCA: Claro que o ideal seria termos tudo: pais, parceiros, filhos, amigos. Mas se não tivermos marido ou namorado, há outras relações na nossa vida que nos podem dar a afectividade que nos falta, como os amigos.

 

MRP: Sem dúvida. Lamento mas essa coisa de mulheres sozinhas e independentes é tanga. A necessidade de uma relação está nas nossas entranhas, está no nosso ADN. Claro que uma mulher independente e inteligente, que chega aos 60 e não encontrou a pessoa certa, pode viver muito feliz, mas não aos 30 nem aos 40. E as que dizem que são, apaixonam-se de caixão à cova de um dia para o outro.

 

Fonte: Revista ACTIVA, Junho 2009.


publicado por Strelitzia5 às 22:06
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2 comentários:
De S. a 23 de Agosto de 2009 às 09:28
Ge-ni-al!

Apaixonei-me: «Não se pode levar a sério um homem antes dos 30. Até aos 25 sofrem o primeiro desgosto de amor. Entre os 25 e os 30 percebem o grande poder que têm e ficam entre tornar-se um homem normal ou um sacana, e aos 30 escolhem.»

É tãaaao verdade!

Beijinho e saudades, Catarininha!


De Strelitzia5 a 23 de Agosto de 2009 às 15:10
Ehehe, é verdade. "E o eterno indeciso..." també é conhecido ;)
Adorei este texto, encontrei-o por acaso, a folhear à toa uma revista da mãe, e aparece-me este tesourinho! Este segredo de Fátima!

Muitos beijinhos e saudades também e até muito em breve!! :)

P.S. Obrigada pela visita, Sara *


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