Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Lendo...

 

Quotes HM (1)

 

" - Se estava interessado?... Quando muito, chamaria a isso curiosidade intelectual."

 

" - Achas que alguém consegue nadar com um biquini daqueles?"

 

" - Não sei porquê, mas a verdade é que consigo falar contigo"

 

" - Ainda têm o hábito de cortar as orelhas?

   - Um homem só tem uma vida. Orelhas, tem duas.

   - Pode ser que sim, mas só com uma orelha não se pode usar óculos."

 

(nota de rodapé): É lendária a ética de trabalho que leva os japoneses a trabalharem demasiado. Com efeito, as horas extraordinárias são uma prática instituída, levando não raras vezes à morte dos próprios funcionários. «Morrer por se trabalhar demasiado é tão comum no Japão que há uma palavra para isso - karoshi», escrevem Blaine Harden e Akiko Yamamoto em reportagem no Público. Existe mesmo uma linha telefónica de emergência, um livro de auto-ajuda e uma lei que canaliza dinheiro para a viúva e filhos de um funcionário assalariado que «se matou a trabalhar pelo bem da sua empresa».


publicado por Strelitzia5 às 13:28
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Sobre almas gémeas

 

 

Fico feliz. Num flashback, lembro-me do que senti quando o conheci. Da nossa história. De todas as vezes que ele adivinha os meus pensamentos. Da nossa cumplicidade total. Na forma como comunicamos só com o olhar. Mas também em como, tantas vezes, os nossos gostos e opiniões divergem. Dulce Regina explica que são esses os indícios que marcam a diferença na relação entre almas gémeas. É o que a torna especial e única. «As almas gémeas não têm de gostar das mesmas coisas. O importante é a essência, porque os dois espíritos têm a mesma índole. Não é fácil encontrar a alma gémea na Terra. E nem sempre elas ficam juntas», revela. «Mas no seu caso, se isso aconteceu, foi porque ambos mereciam. Espero que saiba reconhecer a importância disso. Ele também já foi seu marido noutras vidas, mas não soube valorizá-lo. Não se reconheceram, nem reconheceram as qualidades um do outro. Por isso, nesta vida vieram para dar valor um ao outro e permanecer juntos. A vossa relação é muito saudável, mas tem de ter consciência que deve ser sempre realista. O que geralmente atrapalha a relação entre almas gémeas é a energia negativa dos outros, porque a ligação que se gera entre elas desperta muita inveja.» Porque a ligação espiritual é eterna, mas as almas gémeas podem "desviar-se". Num casamento, por exemplo, pode haver ruptura. Isto acontece quando o outro não reconhece a sua alma gémea. Aconselha-me a ajudá-lo a procurar o equilíbrio. Porque estamos juntos para ajudar à evolução um do outro.

 

1-Como posso reconhecer a minha alma gémea?

R: O que fica registado no encontro de duas almas gémeas é a emoção no momento desse reconhecimento. Se tem um sentimento muito forte em relação a alguém, possivelmente é a sua alma gémea. Quando acontece o encontro, a sensação é de que existe um só coração e uma só consciência.

 

2-Todas as pessoas encontram a sua alma gémea?

R: O objectivo das almas gémeas não é ficar fisicamente juntas na terra, mas se isso acontece, é sinal de que os dois espíritos estão em sintonia e já podem viver essa experiência aqui na Terra. Mas o mais importante não é encontrar, mas sim permanecer com ela.

 

3-Qual é a diferença entre a alma gémea matriz e a alma gémea companheira?

R: A alma gémea matriz é a outra metade. A alma gémea companheira é um dos 11 espíritos que se desmembraram, cada um deles com a sua própria alma gémea, todos fazendo parte da mesma centelha cósmica. Com a alma gémea a energia é muito mais forte, porque os espíritos estão em sintonia e um complementa o outro. Entre as almas gémeas companheiras a relação não é tão profunda.

 

4-Quem pode ser a minha alma gémea?

R: Não tem necessariamente de ser um marido, pode ser um filho, um pai, um irmão...

 

 

(mais em Revista HAPPY, edição de Março 2010)

 

 

 


publicado por Strelitzia5 às 02:08
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

...

 

 

 

Durante aquele ano,

nao consegui escrever sobre nada nem ninguém.

Não tinha o descanso imaginário necessário,

mas ainda consegui escrever sobre ti.

Os primeiros poemas forcei um pouco, os outros surgiram com puro amor. Puro amor bruto.

*

É a última vez que escrevo poemas assim, que os dou e que os mostro,

é a última vez que dou o coração e que mostro a alma.

Vou resguardá-los,

e guardar só para mim

o pouquinho que já sobra deles.

 

19-07-2010

Catarina


publicado por Strelitzia5 às 19:42
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...

 
incompatible... it don't matter though...
 
you're not easy to find
 
...is already in my life?
 
circles never end
 
perfect fit, waiting in line
 
not the permanent one...
música: Soulmate - Natasha Beddingfield

publicado por Strelitzia5 às 19:25
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

"Neumond"

 

Depois de percorrida e desbravada a floresta,
etérea e maravilhosa,
com os rostos gélidos da manhã fresca
com os corações acelerados da corrida
depois, parámos num abrigo de pedra para descansar.
Saltavas de pedra em pedra, mostrando os teus dotes de agilidade e gracejavas da minha inaptidão.
Atiravas-me com pequenas pedrinhas, como crianças pequenas, numa guerra carinhosa pela minha atenção.
Depois deitaste-te ao sol. Algo me incitou a deitar-me também.
Conversávamos ninharias. Queixávamo-nos do frio e das nuvens que tapavam o sol que nos aquecia.
Até que tocávamos nas barrigas um do outro, em jeitos de brincadeira, e outras demais travessuras.
Começas a acariciar-me o tecido das calças com as pontas dos dedos.
Estamos em absoluto silêncio.
Pegas-me na mão - massajas-ma e desenhas os contornos das linhas.
Depois eu peço-te que estiques o braço por baixo do meu pescoço, e assim fico, poisada no teu peito, encostada a ti, aconchegada em ti.
Tu agarras-me, apertas-me contra ti, ora afagando-me a testa e os cabelos, ora acariciando-me o braço.
Eu repousava-o sobre o teu peito e tocava nele, na tua barriga, no teu pescoço, no teu rosto.
Assim ficámos, num silêncio absoluto, de puro encantamento e cumplicidade, por tempo infinito.
Foi a primeira vez que nos tocámos, a sério.
Em que baixámos a guarda e as defesas, e passo a passo, pondo de lado os receios, nos decidimos confessar.
Mas sem qualquer palavra, apenas através destes gestos silenciosos, que há muito anseavam explodir.
Beijaste-me o pescoço e eu viro-me mais para ti, e beijas-me a cara, e depois... beijamo-nos. Por fim.
Nos teus beijos, as tuas mãos agarravam as minhas, tocavam-me no rosto, afastavam-me o cabelo.
Os teus olhos abertos mostravam carinho. Os teus olhos fechados, pura entrega.
Abraçaste-me muito.
Quando démos as mãos pela primeira vez, ergueste-a à altura dos teus lábios e beijaste-a.
Assim como a seguir te deixei colado ao ombro um terno beijo.
Nos meus olhos perdura a imagem da Natureza que nos envolvia e agraciava.
Na minha pele perdura o teu cheiro penetrante.
Em mim, perdura o que me fizeste sentir e toda esta poesia, adormecidas em mim.
E ainda ecoam nos meus ouvidos, as tuas palavras:
"Por onde é que tu andavas?... O sol, claro!"

 

07/11/09

música: "Love In Time" - Esperanza Spalding

publicado por Strelitzia5 às 12:54
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

"Lost"

 

A vida é amargamente volátil por vezes.
Em tempos surgiram duas das pessoas de quem mais gostei e a quem mais me dediquei. As duas que no fim acabaram por despedaçar em bocados um coração que parece imune, frio e inquebrável, porque parece que ainda estou aqui e sobrevivo. Talvez já não sinta a dor, de tão insuportável que se tornou. Como viver com estes fantasmas? Olhando sempre em frente e vivendo o dia seguinte...
Aquela amiga, como uma irmã, meia década das memórias mais bonitas e doces. Mas como eu temia que a tua fraqueza de espírito se pudesse um dia revoltar contra mim. Vazia de personalidade, oca de mente, deixaste vender-te ao mundo das aparências e ilusões, pensando que assim camuflas uma falta de brilho natural e uma terrível inexperiência da vida, que te mimou, acriançou, infantilizou. Como passas da pessoa mais bondosa e compreensiva, para a pessoa mais crítica e intolerante? Como passas da simplicidade singela para a pose forçada? Porque me invejas, porque me atinges e apunhalas com tanto prazer e rancor?
Serei mesmo eu? Eu que vejo surgir à minha volta mais e mais pessoas e carinho, e tu que afastas todos os que tanto te admiraram... Será que não vês a realidade? Estarás tão cega nesse teu mundinho pré-fabricado, recheado de novos valores podres, em que os teus grandes sonhos de outrora pelos quais deixaste de lutar, foram substituídos pela inércia dos dias, a inutilidade dos objectivos, a alcovitaria e a maldade...
És puro veneno que banha agora a lâmina com que trespassas todos os baluartes da minha fé e da minha força. Desventuraste todas as minhas crenças e sólidas concepções sobre a vida, as pessoas, a amizade.
Sei agora que se puser a mão no fogo, o mais certo é um dia queimar-me.
Tenho quem me preencha e faça suprir a tua falta. Mas pergunto-me... Era de ti e isto ia inevitavelmente um dia acontecer, ou será que neste mundo só podemos mesmo confiar em nós próprios?
Será que aquilo que pensamos ser sustentável, garantido como abrigo e refúgio, pode escorregar pelos nossos dedos como areia, ao nosso total descontrolo e impotência?

 

E tu, outro...
Aquela história perfeita do príncipe encantado. Encomendado desde sempre, mas em receita estragada que veio, tornou-se um belo sapo...
Sobre ti já tanto foi dito, pensado e escrito. E tu sabes. E tu leste.
Mas pior que um amor que não pudeste ou não quiseste dar, foi a amizade que fingiste ter por mim, o prémio de consolação que disseste estar pelo menos assegurado, a ilusão do respeito e admiração que me tinhas...
É bem possível que me tenhas conhecido como poucos me conhecem, e também que te provocasse interesse e fascínio. Mas será que isso se traduziu num real e genuíno valor? Parece que não...
Fizeste coisas que um amigo não faria - no duplo sentido de que serias mais que amigo ou até de amigo em si muito fraco. Tão confusa e desgastante foi a realidade que se instaurou entre nós... Tanto mal que me fizeste, tanto que revolucionaste e desgraçaste os meus destinos, tanto que me transformaste.
Toda aquela minha alegria de viver permanece em mim, mas deixei de ver o mundo, as pessoas, os homens a não ser com extrema desconfiança e descrença num futuro prometedor.

 

É a primeira vez que consigo desabafar o que fosse perante estas duas perdas.
Tive que pensar na integridade do meu ser e cortar as densas raízes destas árvores lendárias. Os ramos que mais tentei cuidar e frutificar... mas a estação da vida mudou. Talvez um novo ciclo. Agora agem como se tivesse morrido, sou um fantasma...
Atravesso continuamente vidas tão desligadas e desfasadas. Reencarno multiplamente numa vida que devia ser una.
Poderia dizer que eu não sofro estas metamorfoses e o meu espírito mantém-se intacto e é o mesmo desde sempre. Será? Acho que me perdi pelo caminho.
É como se ao religioso fanático tivesse sido dada revelação superior de que afinal o seu Deus não existe. É como se tudo aquilo em que acreditava e tudo aquilo em que apoiava os alicerces da minha vida e felicidade houvessem desmoronado, sem hipótese de reparo.
Perco a fé sólida em tudo o que me rodeia.
Já eu própria me transcendo.
A dor lateja incessantemente. A dor é lacinante. Arde-me cada entranha, mas eu continuo a sorrir.

 

Será que quando te toco, a ti, e a ti, vos toco mesmo? Sentem-me?
Ou estamos todos fatalmente separados uns dos outros, e qualquer ligação é tão-só impossível?

 

O que somos uns para os outros e o que fazemos aqui?

 

26-Out-2009

sinto-me: ....

publicado por Strelitzia5 às 00:33
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

...

Adoro o que a Demi Moore diz no anúncio e aquilo que significa e representa...

Uma mulher forte e independente também não é de ferro, nem nenhum bloco de gelo...

E um viva aos homens que pensam como o homem da Demi no anúncio!

 

"He says I'm a free soul... That nobody can own me... The truth is... I'm totally his when he whispers to me:... 'You're all I've ever wanted.' ..."

 

 

 


publicado por Strelitzia5 às 22:49
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

"No teu deserto", Miguel Sousa Tavares (2)

 

"Sim, eu reparei que a porta da casa de banho estava semiaberta. Tentei fechá-la, mas ela não encostava à ombreira... Para me despir e chegar até à banheira, tinha de atravessar esse espaço aberto através do qual tu também me podias ver... Ainda me ocorreu entrar lá para dentro de costas voltadas para a porta, mas depois, e como se fosse a coisa mais natural do mundo, virei-me, sim, de frente, completamente nua, e entrei na banheira. Ao entrar, olhei para o quarto e vi-te a olhar para mim. Foram apenas uns segundos e soube-me bem, não sei explicar porquê - talvez por vaidade, talvez porque já me sentisse íntima de ti e esse teu olhar não tivesse nada de estranho ou de maldade, talvez apenas porque eu queria que tu me visses e queria ver-te a olhar-me." (ela)

 

"Havia qualquer coisa em ti que me irritava e me atraía, ao mesmo tempo. Quando eras doce e querido, ou quando essa tua loucura latente ou essa tua alegria escondida vinham ao de cima, eu queria ficar ao pé de ti, porque me davas segurança e simultaneamente sentia que devia também proteger-te. Havia um conforto e uma paz ao teu lado que eu não sentia há muito.

Mas quando tu ficavas irritado e irritante, quando não querias ouvir as opiniões de ninguém e só sabias dar ordens e esperar que eu e todos à volta ficássemos esmagados pelo teu brilho e clarividência, aí eu afastava-me. Magoada contigo e irritada comigo por me deixar sentir assim magoada por ti. Eu ainda mal te conhecia!" (ela)

 

"Adoravas sentir e pensar que eu te tomava pelo meu guardião e protector, que a minha própria vida estava nas tuas mãos, na tua perícia ao volante e nas tuas sábias decisões! E, todavia, oh meu querido, se tu soubesses que quando eu verdadeiramente gostava de ti era quando te surpreendia com um ar de menino perdido ou contente, quando te via cansado e assustado, quando fingias saber onde estavas e nao fazias ideia, quando à noite na tenda me encostava a ti e só então tu adormecias, embora fingisses estar a dormir há muito!" (ela)

 

"Dormias profundamente, com a cara virada para mim e a tua mão direita pousada sobre o meu ombro. Como se fôssemos íntimos." (ela)

 

"Ficava-lhe a matar: toda a gente, homens e mulheres, se virava na rua à sua passagem. Acho que só aí reparei bem como ela era alta e como tinha uma maneira de andar, meio preguiçosa, meio descontraída, que ainda fazia os homens fixarem-se mais nela." (ele)

 

"Sentia-me tão íntimo e tão próximo dela, que tive necessidade de o sentir também fisicamente. Rocei-lhe o ombro no seu, enquanto comíamos em pé; pousei ao de leve a minha mão sobre a dela, fingindo que a estendia para a lata de atum, e fiz-lhe uma festa, aparentemente distraída, no cabelo, quando fui ao jipe buscar mais vinho branco ao garrafão. Ela nunca se deu por achada: não fugiu nem retribuiu. Mas sorriu sempre e a sua voz clara, um pouco infantil, arrastando as sílabas, e o tom de menina habituada a ser bem tratada com que pedia "dás-me lume?", ou me levavam ao engano ou à felicidade - que as duas coisas andam frequentemente confundidas." (ele)

 

"E, depois, falávamos sobre a vida que tínhamos deixado para trás, interrompida por estes dias fora de tudo. Ou melhor, falavas tu, porque eu não tinha vida para te contrapor.

E de vez em quando, paravas de falar e perguntavas:

- Estou a ser chato?

- Não, não: continua a falar, que te estou a ouvir.

Mas vou-te confessar: ... escondia-me atrás dos óculos escuros e ia dormindo, embalada pela tua voz... e eu sentia-me tão bem assim, protegida pelo som da tua voz...irreal me parecia toda esta felicidade que não te sei dizer!" (ela)

 

"A maior parte do tempo, porém, o que nós partilhávamos era o silêncio. E isso eu aprendi contigo, porque não sabia. Para mim, o silêncio era sinal de distância, de mal-estar, de desentendimento. Ao princípio, quando ficávamos calados muito tempo, eu sentia-me inquieta, desconfortável, e começava a falar só para afastar esse anjo mau que estava a passar entre nós.

Um dia tu disseste-me:

- Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio."

 

"Ficam calados porque já não têm mais nada a dizer."

- Mas tu não poupas palavras: tu escreves. Todas as noites gastas uma hora a escrever um diário nesse teu caderno...

- Escrever não é falar.

- Não? Qual é a diferença?

- É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.

Anos mais tarde, já estava doente, voltei a lembrar-me dessa nossa conversa. Tinha acabado de te escrever uma carta - que nunca te cheguei a mandar e que destruí depois. E, escrevendo, poupei as coisas que gostaria de te ter dito e que gostaria que tivesses ouvido. Cheguei quase a convencer-me de que bastava escrever-te para tu me ouvires, mesmo que nunca tenha chegado a pôr a carta no correio. Porque era tão sentido e tão magoado, tão distante, o que te dizia nessas cartas, que quase acreditei que tu não podias deixar de me ouvir." (ela)

 

 

 

 

 

 


publicado por Strelitzia5 às 19:03
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

quote.

 

"A esperança supera a experiência - é assim que Deus se diverte com a raça humana."

(A character's line from the movie: 'A Good Woman' - seen today morning with the storm's company...)


publicado por Strelitzia5 às 12:29
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

"No teu deserto", Miguel Sousa Tavares

 

"... tinha 36 anos, e lembro-me por isso mesmo, porque foi o ano da minha vida em que me senti mais novo. Nem aos 25, nem aos 21, nem aos 18. Foi aos 36 anos de idade que eu me senti eternamente jovem, quase imortal ou, mais arrepiante ainda, indiferente à própria ideia de morte."

 

"Tudo em ti, não apenas os teus absurdos 21 anos: a própria maneira um pouco estouvada de caminhares, como se ainda não tivesses aprendido bem a andar, a maneira de parares, virar a cabeça e sorrir por cima do ombro, os teus ares de menina pequenina que precisa de ser embalada e que alternavas com vãs tentativas de parecer mulher adulta e sábia."

 

"Quando se zangava, a Cláudia não discutia nem levantava a voz, nem sequer respondia. Fechava a cara com um ar triste e desaparecia. (..) Quando voltava, sorria outra vez e eu estava desarmado."

 

"Era impossível resistir ... ao riso da Cláudia: era infantil, cristalino, nada ainda o tinha desgastado. Cabia lá dentro toda a ilusão do mundo."

 

"A voz era musical e segura, ao contrário dela que parecia ainda não mais do que uma miúda. Mas não era infantil, longe disso: tinha, sim, trejeitos de criança, que, conforme o meu humor, ora a tornavam insuportável, ora irresistível. Juntava em si essa fabulosa combinação entre uma mulher sensual e uma criança desprotegida - a Marilyn que todos os homens desejam poder proteger um dia.

Ah, e falta dizer o mais importante: era generosa, aventureira, inconstante, doce de alma e de voz."

 

"A Cláudia sempre gostou de desaparecer, mas isso não significava, de modo algum, que as coisas lhe fossem indiferentes."


publicado por Strelitzia5 às 18:50
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